O Município de Portel iniciou o processo de construção da sua Agenda 21 Local, um instrumento de planeamento, com convicção de que o desenvolvimento sustentável local só poderá ser alcançado com articulação e integração equilibrada da sociedade civil, autoridades locais e agentes económicos, culturais e educativos.
Este é um projecto financiado pelo INALENTEJO, e que decorre simultâneamente em vários municípios portugueses.
Com o objectivo de apresentar o início do processo de contrução da Agenda 21 Local, a Câmara Municipal promoveu na última semana de Janeiro, um conjunto de sessões em cada uma das freguesias do concelho, envolvendo não só a comunidade educativa mas também representantes de associações, agentes económicos e entidades locais.
Segundo o Vereador Luís Tojo, Coordenador da equipa da Agenda 21 Local, o processo de construção da Agenda 21 pressupõe o contributo e participação da população e tem como principal objectivo definir uma visão estratégica para o desenvolvimento sustentável do concelho, num horizonte temporal de uma ou duas décadas, a construção de estratégias e actuações concertadas que visem a dinamização da participação e exercício de cidadania por um lado e o desenvolvimento local sustentável, com repercussões directas na qualidade de vida da população local por outro.
Tratando-se de um plano de acção para as comunidades locais, orienta-se para a melhoria qualitativa do bem-estar das populações através da conjugação de diversos factores como o desenvolvimento económico, protecção ambiental, justiça social e governação. Considera-se que, grande parte dos problemas que as comunidades locais vivem apenas podem ser eficazmente solucionados se tiverem o seu contributo e envolvimento, no planeamento e execução das medidas.
A Agenda 21 Local, é assim, um instrumento de integração e articulação ao nível da comunidade local, dos quatro pilares do desenvolvimento sustentável, ambiente, economia, sócio-cultural e ordenamento.
Em Portel, o processo de construção da Agenda 21 Local, conta com a parceria da Associação de Municípios de Évora e integra como recurso estratégico o Montado e a Água, esperando-se que venha ser um processo fortemente participado.